sexta-feira, 8 de junho de 2012

PET NO "ESTADÃO" - 2



Tutor polêmico passa por processo atípico de expulsão

Professor da UFRJ foi impedido de apresentar recurso e professora, nomeada sem edital; ele acredita em retaliação

08 de junho de 2012 | 3h 07



O professor Luiz Eduardo de Carvalho, da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), está passando por um processo atípico de desligamento do cargo de tutor do grupo de Farmácia/Saúde Pública. Ele não pôde apresentar recurso à avaliação que baseou a expulsão. A UFRJ ainda nomeou outra docente como tutora sem realizar o processo seletivo obrigatório. Hoje, ela recebe a bolsa, mas Carvalho ainda tutoria os alunos - situação que já dura oito meses.
Mais de 40 tutores, bolsistas e egressos do Programa de Educação Tutorial (PET) assinaram abaixo-assinado em favor do professor. "Respeitar contratos e atos normativos é imprescindível para a vida em sociedade", cita o manifesto, levado à reitoria.
Na opinião de Carvalho, e também na de vários tutores, seu desligamento foi uma retaliação por conta de críticas que ele faz às falhas do PET em eventos, por e-mail a tutores e também no blog petbrasil08.blogspot.com.br. "A minha presença incomoda e querem me colocar para fora. Eles dizem que estou desligado, mas continuo trabalhando com os alunos."
O Ministério da Educação (MEC) nega que tenha havido retaliação e defende que o processo foi transparente. Mas a situação é estranha. O próprio MEC afirma: "Ele não é mais o tutor, embora continue realizando trabalhos com seus alunos", sem detalhar como essa situação seja aceitável. Outro argumento do MEC e da UFRJ é que Carvalho não tem título de doutor. Mas as regras do PET preveem mestres como tutores em casos de excepcionalidade - Carvalho foi admitido tutor com esse critério.
O processo começou com a avaliação negativa que o grupo de Carvalho, tutor há 22 anos, recebeu no último relatório, de 2009. Ele teria direito ao recurso, mas a UFRJ não o encaminhou. "Já tinha entregue na pró-reitoria e não enviaram ao MEC. Fui à ouvidoria, até agora nada."
A UFRJ diz que o caso vai ser avaliado na congregação do curso. Sobre o fato de uma professora ter sido nomeada sem processo seletivo, a universidade defende que se trata de "procedimento emergencial" - o que não é previsto nas regras do PET. O MEC reafirmou que todos os tutores devem passar por processo seletivo, mas continua pagando a tutora escolhida a dedo.
"Em todos os meses, nunca ouvi falar dessas coisas que surgiram agora com a apuração da reportagem", diz Carvalho. / P.S.

PET NO "ESTADÃO"- 1




PET determinou minha vida pessoal e profissional

08 de junho de 2012 | 3h 06
JAMACY COSTA SOUZA, É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA), DOUTORANDO EM SAÚDE PÚBLICA, EX-BOLSISTA DO PET. REALIZA PARTE DA SUA PESQUISA NA UNIVERSIDADE DE SORBONNE, NA FRANÇA - O Estado de S.Paulo
Análise: Jamacy Costa Souza
Ter sido "petiano" foi determinante na minha vida pessoal e profissional. A bolsa do MEC propiciou livros, revistas, teatro. Ao estudar o sociólogo francês Pierre Bourdieu, compreendi melhor minha trajetória. É que, 20 anos depois do PET, ainda me sinto e opero como "petiano".
Devo ao PET essa trajetória do interior da Bahia ao estágio em Paris, no coração da sociologia bourdesiana, passando pela graduação na UFRJ, mestrado na USP, docência e doutorado na UFBA.
Durante a graduação, vivenciei diariamente a rotina e os desafios vividos pelo tutor. Enquanto colegas estavam restritos à sala de aula, percorri por dentro a Campanha do Betinho, fiz pesquisas e debates, trabalhando em grupo, operando o mundo, a universidade e a vida como de verdade são. O PET não me ensinou a ser aluno. O PET me treinou para ser profissional e cidadão.
A bolsa foi fundamental. Trabalhar em grupo também. Mas sem um tutor como exemplo - permitindo um encontro de habitus - e sem um "projeto" que propicie geração autônoma de práticas e saberes, jamais será viável essa ideia de educação tutorial. Ter um professor... Isso é um luxo.
Se a doutrina petiana provoca e desconforta a universidade paquidérmica, em Bourdieu entendemos como o campo burocrático, com sua compulsão autoritária, engessa o campo científico, o espaço acadêmico.
O MEC expande a sigla PET para outros programas, enquanto a ideia de educação tutorial e liberdade vão sendo raspadas. Bourdieu, citando o pensador Blaise Pascal, chama de tirania o uso de armas de outros campos nas disputas de um dado campo. Não surpreende que a tentativa tirânica de desmontar o PET se concentre, faz tempo, nos grupos mais paradigmáticos.
O luxo de um professor tutor a todo graduando é o que caracteriza uma universidade pública. Defender a educação tutorial para todos e um ambiente acadêmico capaz de resistir às tiranias da mediocridade é minha retribuição ao que o PET me propiciou.

PÁGINA DO MEC HACKEADA


Alguns leitores escreveram ao email do Blog relatando que uma pagina (ou mais?!?) do MEC foi invadida por hackers: a mensagem que aparece é a seguinte:
HACKED BY BROTHERS TEAM
WE ARE HERE & THERE & EVERY WERE
fazendo alusão a um dos grandes sucessos dos Beatles.
A foto recapitula o filme 'V, como VINGANÇA'
O MEC deve ser mais rápido e estar atento aos ataques de hackers pois sua página web  é patrimônio público
e merece estar no ar para consultas dos interessados a todo momento.
Provavelmente, o momento ruim do MEC, com greves e destruição de Programas está gerando críticas das mais responsáveis até o fenômeno "hackeriano".
Mais responsabilidade, menos discursos, menos prepotência, mais diálogo (sem cooptação)!


sexta-feira, 1 de junho de 2012

PETBRASIL: EM DIREÇÃO AOS 200.000 ACESSOS!



O Blog PETBRASIL está próximo de seus 200 mil acessos, segundo nosso contador SITEMETER: média de 50 mil acessos/ano desde sua criação (julho de 2008), fruto da gestão da CENAPET "O PET que Queremos".
1.247 postagens, 1.024 comentários depois, estamos aqui seguindo com a consciência crítica da comunidade petiana, ainda que a cooptação esteja vicejando no MEC.
Vida longa ao PETBRASIL!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

NO "ESTADÃO" ...


Recordar é viver:

"o Programa de Educação Tutorial [...] vem sendo duramente criticado por bolsistas, orientadores e tutores, que reclamam do descumprimento [...] das sucessivas mudanças nas regras."


(jornal "ESTADO DE S. PAULO", em 02 de abril de 2012)

BLOG PETBRASIL AGRADECE AS RECENTÍSSIMAS VISITAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS



sexta-feira, 25 de maio de 2012

BLOG PETBRASIL AGRADECE A VISITA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


O Blog PETBRASIL recebeu ontem a visita da PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, conforme registra nosso contador de acessos SITEMETER, e justo no post que informava sobre um ofício do então Presidente da Comissão de Educação do Senado, Senador FLAVIO ARNS, ao então Ministro da Educação, FERNANDO HADDAD. As demandas do ofício respondiam às gestões da CENAPET daquela época, não marcada pela cooptação e vassalismo como assistimos hoje.
O Palácio do Planalto já detectou problemas graves no MEC e não somente pela greve nas Federais, mas, também, pelos inúmeros problemas da gestão do PET na SESu causados pela herança que Haddad deixou no Ministério. Impossível varrer para debaixo do tapete as desfigurações completas no PET e no CONEXÃO-SABERES, o golpe da mortalidade tutorial, os problemas de SIGPROJ/SIGPET, as cooptações intensas, etc.
Presidenta Dilma, esteja alerta com quem trabalha contra os objetivos de seu programa de governo!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

SOBRE, JORNAIS, EDITORIAIS E SABUJISMOS A GOVERNOS


O fenômeno de histeria de massa que tomou conta da rede de tutores na internet  foi alimentada por alguns fatos:
- tutores que se apegaram à bolsa e só fazem loas ao governo [seja ele qual for];
- membros de comissões governamentais receosos de perder esta posição satelitar no MEC;
- insegurança acadêmica;
- prepotência represada.
Em nome destes fatos ou psicopatologias que grassam no meio acadêmico, construíram uma ética às avessas, e passaram a surrar em palavras e telefonemas um jornalista do O ESTADO DE S. PAULO, que queria saber sobre as recentes desfigurações do MEC sobre os Programas PET e CONEXÃO-SABERES.
Logo, os sabujos de plantão, especialmente aqueles ligados na criação de dissidências sindicais pelegas, propagaram a versão de uma "teoria de conspiração": um jornalista de um veículo da DIREITA usaria o PET para destruir a candidatura de Haddad: vamos lutar contra isto!".
A versão funcionou por 36 horas mas esgotou-se naqueles que propuseram tal "mirabolismo", e, obviamente, nas boas gargalhadas de quem, estando fora da panacéia, identificou logo o expediente rasteiro.
Abaixo, republicamos EDITORIAIS do ESTADÃO, DE 2010 e 2011. Poderíamos lembrar ainda a primeiraa capa que o ESTADÃO nos deu quando de nossa passeata em 1999 (em pleno governo FHC!), quando, com nossa crítica (ainda existente!), derrotamos todas as Portarias de extinção do PET!
Agora, tentando explorar a amnésia histórica, alguns tutores ligados a comissões da SESu, a interesses políticos (PROIFES, candidaturas à Reitorias futuras, etc.), etc., tentam abafar toda crítica e alertar para a "imprensa golpista que nos quer o mal absoluto!". Bahhhhh! Sejamos maduros, responsáveis e espertos em reconhecer os "espertos" nesta histeria triste e infelizmente mal encenada!
Que venha a grande imprensa e mostre que o PET foi desfigurado sim; que o CONEXÃO-SABERES foi desfigurado sim; que as platformas SIGPROJ e SIGPET não funcionam; que a Avaliação do PET vai mal; que a mortalidade tutorial foi imposta, etc. e etc.
Que venha nossa "Comissão da Verdade"!

EDITORIAL DO JORNAL "ESTADÃO" EM 2012



Fronteiras da Ciência

02 de abril de 2012 | 3h 05
O Estado de S.Paulo
Lançado no ano passado como uma das principais bandeiras do governo da presidente Dilma Rousseff, no campo da educação, o programa Ciência sem Fronteiras já começou a apresentar problemas causados pela inépcia e pelo excesso de burocracia.
O programa tem por objetivo acelerar a internacionalização do ensino superior no País e estimular a formação de mão de obra qualificada para centros de pesquisa e inovação científica, oferecendo cerca de 101 mil bolsas de estudo no exterior em quatro anos, das quais 75 mil serão financiadas pela União, no valor de R$ 3,2 bilhões, e 26 mil custeadas pela iniciativa privada. Sob responsabilidade do CNPq e da Capes, o programa já enviou para os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França e Itália as primeiras levas de bolsistas em áreas do conhecimento consideradas prioritárias, como matemática, física, química e biologia.
Cerca de 11 mil estudantes e pesquisadores já estão no exterior, contemplados pelo Ciência sem Fronteiras, e outros 9 mil devem viajar até dezembro. Muitos bolsistas, contudo, que já se encontram no exterior, até agora só receberam a passagem aérea. Já se instalaram nas cidades onde farão graduação, especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado, mas não receberam o depósito das bolsas a que têm direito.
Nem as agências de fomento nem o Ministério da Educação sabem ao certo quantos bolsistas estão passando dificuldades, por falta de recursos para pagar aluguel, plano de saúde, alimentação e transporte. Os estudantes reclamam que as autoridades educacionais são implacáveis na cobrança de prestação de contas dos gastos e das atividades acadêmicas, mas ineficientes na manutenção dos cronogramas de pagamento das bolsas. O pagamento é trimestral e, segundo as regras do Ciência sem Fronteiras, os benefícios relativos aos meses de fevereiro, março e abril deveriam ter sido pagos em janeiro. A previsão é de que o depósito seja realizado durante o mês de abril.
"É constrangedor passar por isso, ainda mais em um país onde todo mundo paga as contas em dia. Passa uma má impressão do Brasil", diz João Paulo Catanoce, que chegou em fevereiro em Vancouver, no Canadá, para cursar engenharia na Universidade da Colúmbia Britânica. Por não ter recebido a bolsa, ele atrasou o aluguel por duas semanas e teve de pedir dinheiro emprestado a um professor do laboratório de mineração, onde faz estágio. "Informei ao CNPq que teria de pagar o aluguel. Primeiro, ninguém respondeu. Depois, ninguém sabe de nada. Em seguida, recebi um e-mail dizendo que gasto com aluguel é problema do aluno", afirma Catanoce, que demorou um mês para conseguir alguma explicação sobre seu caso. Por causa do atraso no pagamento das bolsas, a Universidade da Colúmbia Britânica não irá mais aceitar bolsistas brasileiros. "Aqui ninguém sabe o que é o Ciência sem Fronteiras. Portanto, o estudante assiste às aulas clandestinamente", relata o orientador de Catanoce.
Em nota, o CNPq reconheceu que o repasse de dinheiro para alguns bolsistas está atrasado e alegou que o programa é novo e que ainda "precisa melhorar". O problema é que o atraso no pagamento de bolsas não ocorre apenas nas agências de fomento à pesquisa. Mantido pelo MEC, o Programa de Educação Tutorial, de iniciação científica, também vem sendo duramente criticado por bolsistas, orientadores e tutores, que reclamam do descumprimento do cronograma de pagamentos e das sucessivas mudanças nas regras.
O governo acertou ao lançar o Ciência sem Fronteiras, uma vez que o programa propicia vivência acadêmica no exterior, dando aos bolsistas oportunidade de aprimorar sua formação nas universidades mais bem classificadas nos rankings internacionais. Mas, para que a iniciativa dê certo, é preciso que as autoridades educacionais sejam mais eficientes, simplificando os procedimentos administrativos e pagando as bolsas em dia. Ou seja, é preciso que o governo cumpra os compromissos que assumiu.

EDITORIAL DO JORNAL "ESTADÃO" EM 2010


Em 07/08/2010:

"Recentemente, sob a justificativa de estimular os programas de serviços à comunidade e evitar que o próximo governo “acabe” (sic) com o Programa de Educação Tutorial (PET), que tem por objetivo qualificar os melhores alunos da graduação, o MEC baixou duas portarias que o desfiguram inteiramente. Interpelado duramente por professores e alunos durante a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Natal, Haddad prometeu rediscutir as mudanças e revogar as portarias."

terça-feira, 22 de maio de 2012

DE MINUTAS E MINUTOS PRECIOSOS DE CLARIVIDÊNCIA ...


Ao tomarmos ciência da Minuta da atual administração da CENAPET para o Manual de Orientações Básicas encontramos, à pg. 02, a seguinte pérola ("believe it or not..."):
"A retomada do diálogo da SESu/MEC com os representantes nacionais do Programa foi determinante para clarificar intenções, flexibilizar posições, definir responsabilidades e restabelecer a confiança mútua entre o MEC e a comunidade petiana."
A primeira pergunta é:
i) por quê este trecho está grafado em amarelo?
as outras perguntas são:
ii) mas não foi o MEC-SESu que destruiu todo diálogo desde 2006 (que se intensificou de 2009 em diante) quando começou a alterar profundamente a arquitetura do PET e a desleixar com o diálogo?
iii) não foi o MEC-SESu que, desrespeitando as normas que regiam seu Conselho Superior, não mais o convocou (num lapso de dois anos - não homologando avaliações, novos grupos, etc.)?
Oras, e que "confiança mútua" é essa?!?
Será aquela em que o ministro altera uma Portaria e instala a mortalidade tutorial?
Será aquela em que mecanismos de avaliação são usados de forma personalista, às margens muito distantes da lei, e com cassações políticas no horizonte?
Será aquela em que Programas são destruídos e enxertados no PET à revelia de qualquer discussão com a comunidade petiana?
Será aquela em que um dirigente da atual CENAPET vai até uma plenária da SBPC e elogia todas as ingerências feitas no PET ao então ministro Fernando Haddad?
Se é tudo isso, então nada temos de "confiança mútua"! Temos sim, uma CENAPET colapsada na cooptação, na destruição de sua história, por sabe-se lá quais razões ou des-razões. Algumas já até desconfiamos, mas outras, ..., bem, passam pelo ego natural daqueles que anseiam estar ao lado do poder, não importa o quão isto pode custar a corações, mentes, história e honradez.
Reagir é necessário! Merecem o PET! Merecem o CONEXÃO-SABERES!

sábado, 19 de maio de 2012

SOBRE AVALIAÇÕES, PODER E O ARBÍTRIO ...


O caso da exclusão do Prof. Luis Eduardo, do grupo PET-FARMÁCIA, da UFRJ, merece destaque neste Blog e nas reflexões daqueles que ainda querem bem ao Programa e com ele se preocupam, sem cair na cooptação e no fenômeno "wag the dog" (o rabo que abana o cão).
A exclusão do Professor se deu após uma avaliação realizada pelo MEC-SESu. Até aí,  nenhum problema, caso  não tivessem ocorrido os seguintes fatos:
i) uma das responsáveis pela processo avaliativo, numa comissão ad hoc, instituída pelo MEC, revelou explicitamente (e isto consta como documento comprobatório) que nenhum dos potenciais avaliadores consultados se prontificou a efetuar a avaliação. A pessoa responsável tomou então para si a tarefa de realizar este feito. Dois problemas: a) a avaliação constitui-se de um único parecer; ii) a pessoa responsável revelou que fez consultas adicionais a "colegas"  de Departamento/Instituto onde o Professor em tela está lotado, ou seja, adicionou fatores extremamente subjetivos a uma avaliação que deveria primar por objetividades;
ii) O Departamento do Professor, após o parecer de exclusão do MEC-SESu, procedeu à substituição do tutor sem direito amplo de defesa; sem um processo de escolha de novo tutor baseado em concorrência com apresentação e defesa de projetos;
iii) a CENAPET nunca se manifestou oficialmente a respeito deste caso, tendo, quando muito, alegado que ela nada pode fazer a respeito das decisões da Comissão de Avaliação;
iv) a Ouvidoria da UFRJ até o momento não se manifestou a respeito;
v) em visita ao MEC-SESu, foi assegurado ao Professor, por um dos dirigentes do Programa, que a justiça prevaleceria no exame do caso; caso que, até o momento, não se configurou, quando se sabe que a SESu sabe de todos os atropelos institucionais e descasos que estão ocorrendo nesta troca tutorial na UFRJ;
vi) em novo documento (comprobatório) revela-se uma inquietante relação pessoal entre um dirigente do Programa e um membro da Comissão de Avaliação, agindo não como entes institucionais, mas como amigos de uma confraria qualquer.
A comunidade petiana, no processo "wag the dog", está perdida em meio a SIGPROJs e SIGPETs disfuncionais, obsoletos, confusos. Mas esta pode ser uma estratégia diversionista, para distrair a todos dos processos kafkianos de avaliação, de ajuntamento forçado de programas (PET e CONEXÃO-SABERES) e de descalabro administrativo.
Justiça é o que todos buscamos!
Administração séria, eficaz e que respeite diálogos, idem!
Mas o que vemos mesmo é o inquietante processo que fez da presidenta Dilma uma vítima no passado e que, agora (!!!), a Comissão da Verdade quer esclarecer.
Não devemos nem precisamos esperar 20, 30 anos! Queremos os processos kafkianos extintos, o PET de volta em sua essência, a revogação da rotatividade (mortalidade) tutorial imposta, a uma avaliação digna de um programa com a complexidade do PET.
Queremos o básico ... só isso!!!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

OS RALATÓRIOS DA SESu: contribuições dos leitores



Os leitores do Blog PETBRASIL estão enviando curiosos rAlatórios [sic] da SESu ao PET. Imaginação não falta! Continuem enviando colaborações ao nosso trágico humor na nau à pique da SESu ...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O RALATÓRIO [sic] DO PET: SIGPROJ ...


[click duas vezes na primeira figura acima para ampliá-la]

Mensagem enviada hoje para os tutores que ainda não enviaram os relatórios de atividades e Planejamentos para a confusa plataforma SIGPROJ* ... Vejam que o lapsus linguisticus traduz perfeitamente a política do MEC para o PET: RALATÓRIO!!!!
[* obviamente, a oferta de uma plataforma ruim e inoperável como o SIGPROJ traduz a política do MEC para instaurar a rotatividade tutorial de forma ainda mais rápida!]

quarta-feira, 9 de maio de 2012

OPINIÃO DO LEITOR: A VERDADE DETRÁS DO SIGPET ...


Em relação ao post "A VERDADE POR DETRÁS DO "SIGPET"... ", queria apenas corrigir a informação de que o SIGPET (Sistema de Informação Gerencial para o Programa de Educação Tutorial) não substituirá o SIGPROJ. Na verdade ele fará uma ponte entre os tutores e o SGB (Sistema de Gerenciamento de Bolsas).

Hoje a definição de quais bolsistas de cada um dos grupos PET de uma IES deverão receber bolsa naquele mês é feita pelo interlocutor da IES por intermédio do SGB (só o interlocutor ou pró-reitor tem acesso a este sistema). Com o SIGPET esta tarefa será repassada ao tutor de cada grupo e as informações do SIGPET serão unificadas no SGB a fim de dar continuidade ao processo de pagamento. Enfim, estas informações ainda precisam ser confirmadas ...

No meu entendimento, se o SIGPET substituísse o Sigproj nós deveríamos ter ganhos, pois este último não é adequado para as atividades do PET, além de ter uma série de problemas importantes. Assim, entendo que o problema seja ainda maior do que o apresentado no "PET BRASIL".

André Leal

O SUCESSO DO BLOG PETBRASIL NO PAÍS E NO MUNDO


(Fonte: CLUSTERMAPS ligado ao GOOGLE EARTH)

domingo, 6 de maio de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

OS VÁRIOS ÂNGULOS DA AUSÊNCIA DA SESu!



As fotografias acima testemunham a cadeira vazia e a identificação da SESu sem quem ninguém a representasse. Por uma propriedade física básica, sabemos que o som não se propaga no vácuo.
Está justamente aí a essência da SESu para o PET: nenhuma proposta para o PET a não ser aquela do populismo tacanho de fazer ajuntamentos e destroçamentos de Programas (PET e CONEXÃO-SABERES).
Ficou claro para a platéia de mais de 800 pessoas a visão de um Ministério acovardado, que não debate e que impõe sua política no vale das sombras!
Lembrando Mahatma Ghandi:
"O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não!"

DAS RAZÕES DE UMA AUSÊNCIA!


Enumeramos algumas das possíveis razões que "justificam" a falta de representação do MEC-SESu na Mesa Redonda do SULPET:
- o MEC não considera importante os eventos regionais do PET;
- o MEC teme sua falta de argumentos e de propostas claras de políticas para o PET;
- o MEC não tem como explicar porque destroçou dois Programas: o PET e o CONEXÃ0-SABERES;
- o MEC não quer dialogar;
- o MEC não sabe dialogar;
- o MEC não dialogará!


SULPET!


Terminou o SULPET com grande público e grandes discussões sobre os rumos do Programa e os desastres administrativos da SESu.
Parabéns aos 13 grupos da UEM, aos mais de 90 grupos da região SUL presentes e à competência da Comissão Organizadora!

domingo, 29 de abril de 2012

A GRANDE AUSENTE NA MESA REDONDA DO SULPET: A SESu!


Ontem à tarde durante a Mesa Redonda do SULPET, intitulada "SULPET 15 ANOS: (RE)CONSTRUINDO  IDENTIDADES,   com a presença dos Profs. Jorge Luiz Barbosa, Alvaro Ayala e Marcos Cesar Danhoni Neves, a grande ausência foi a SESu. Foi deixado um posto reservado, porém vago, com a identificação "SESu" para sinalizar esta importante ausência.
Aliás, há dois anos que o MEC arreda pé do SULPET com receios das óbvias cobranças sobre a desadministração de longa data do PET. Os presentes salientaram a política de ostracismo que o MEC adotou para mergulhar no caos os dois Programas que impôs o ajuntamento desastroso do PET e do CONEXÃO-SABERES.
A platéia, cerca de 800 pessoas, ovacionou as falas que sinalizaram à necessidade da retomada da luta democrática, especialmente quando foram lembradas as passeatas públicas em Brasília e as Audiências na Câmara e no Senado Federal.
A SESu, com esta ausência, só demonstra que nunca esteve aberta ao diálogo e, portanto, à democracia. Incapaz de políticas públicas claras, mas ansiosa por regrar o que desconhece (e não quer conhecer!), foge dos foros onde poderia aprender algo.
Mas ausência é presença: presença da crítica e da vontade inquestionável de dizer basta ao arbítrio, ao  adesismo e à política tacanha de destruir Programas de excelência!
A luta prossegue!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PERGUNTA QUE NÃO QUER (E NÃO DEVE!!!) CALAR !


A VERDADE POR DETRÁS DO "SIGPET"...


O sistema SIGPET está sendo instalado no lugar do natimorto SIGPROJ. Será a reinvenção de George Orwell para o controle efetivo da decapitação tutorial daqui a dois anos. Açodados por uma política efêmera sem nenhuma substância tutorial, o MEC fará sua política doadora de bolsas, como mais uma marca indelével da quantidade em detrimento da qualidade. Para isso, terá que apagar todo histórico de lutas do movimento PET que barrou a extinção do Programa durante os anos FHC. Porém, numa tacada maquiavélica, o SIGPET é mais uma versão do "NÃO SIG-o-PET", com as pegadas e as provas de sua existência virtuosa sendo apagadas paulatina e inexoravelmente pelo Ministério da Educação.
"Dormir é distrair-se do mundo", como afirmava William Blake. Portanto, vamos acordar gente! Vamos agir!

ÀS VÉSPERAS DE MAIS UMA GRAVE OMISSÃO DA SESu, SENADO FEDERAL VISITA O BLOG PETBRASIL


quarta-feira, 25 de abril de 2012

SULPET SE APROXIMANDO (HÁ DOIS DIAS...): BRASÍLIA OBSERVA ...



Há dois dias do início do SULPET, os contadores do Blog PETBRASIL (FEEDJIT - associado ao GOOGLE EARTH - e SITEMETER) registraram várias entradas no site vindas do prédio do MEC e da Câmara e Senado Federal.
Vamos fazer deste SULPET o renascimento da resistência aos desmandos do MEC e ao caos em que foi mergulhado o PET e à sua politização anacrônica e orwelliana.

domingo, 22 de abril de 2012


O Ministro Mercadante precisa dizer a que veio em relação ao PET!
Desfará todas as bobagens e irresponsabilidades criadas pelo seu antecessor, Fernando Haddad: avaliações ruins, rotatividade forçada de tutores, desfiguração do PET (com a anexação forçada de Programas com outros escopos), enxugamento máximo de um corpo de funcionários capacitados para gerenciar o Programa, problemas de repasse de verbas de custeio, desfiguração do Conselho Superior do Programa, manutenção de uma plataforma arcaica e antidiluviana (SIGPROJ), etc e etc?!?
Ou continuará o Ministro a exercer a política da intolerância, do "calci e pugni", da falta de diálogo característica da gestão Haddad?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

UMA PESQUISA NEGLIGENCIADA PELA SESu: DIAS DE PREPOTÊNCIA E AUTORITARISMO NO MEC


RECORDAR É VIVER!

Matéria publica no BLOG PETBRASIL em 18 de junho de 2010. Tratava-se do relato de uma pesquisa muito significativa para avaliar a rotatividade natural de tutores, no âmbito do Programa de Educação Tutorial. O MEC, desrespeitando toda a história e no afã de liquidar tutores e o próprio Programa impôs a rotatividade forçada de tutores via Portarias 975/976. O Ministro que assinou estas peças aviltantes foi o mesmo que, após pressão política, reformou uma antiga Portaria e ressuscitou a redação original sobre o tempo de tutoria: "a tutoria será exercida por três anos e renovável por IGUAIS PERÍODOS mediante avaliação" (grifos nossos).

No entanto, para liquidar a memória da luta contra a extinção do Programa, é necessário liquidar seus agentes de transformação. Este foi o primeiro passo na nova tentativa de extinção do PET. Usando processos avaliativos eivados de irregularidades, apostando na fragilidade e inoperância dos CLAs e na posterior exclusão da maioria dos tutores dentro dos próximos dois anos (além da absorção forçada de um Programa nada análogo ao PET, po CONEXÃO SABERES), a SESu espera avidamente para realizar o que a dupla FHC e seu então Ministro PAULO RENATO DE SOUZA não conseguiram fazer: a total extinção do PET.

Hoje, com uma administração da CENAPET, em total alinhamento e submissa à SESu, a estrada parece pavimentada rumo à destruição.

Neste sentido, resgatamos a memória de um estudo feito pela administração da CENAPET, gestão "O PET QUE QUEREMOS" - 2008-2010 -, que demonstrava claramente, por um estudo estatístico sério, a nenhuma necessidade de se impor a rotatividade tutorial.

Vamos à matéria:

sexta-feira, 18 de junho de 2010

NÚMEROS DA PESQUISA CENAPET SOBRE ROTATIVIDADE DE TUTORES

A pesquisa realizada pela CENAPET sobre a rotatividade de tutores baseou-se sobre uma amostragem de 91 grupos, ou 21,16% dos grupos existentes hoje no país.

Os números revelaram que existe uma rotatividade natural de tutores que gira em torno de 5,9 anos.

As razões de saída dos tutores ficam assim estratificadas: 12,94% por escolha de cargo na admnistração da IES; 35,97% por vontade própria; 2,16% por demissão; 0,72% por falecimento; 21,59% por saída para doutoramento ou pós-doc; 17,27% por aposentadoria; 4,31% por escolha de outra bolsa; 2,88% por enfermidade; 1,44% por avaliação negativa e 0,72% por rotatividade induzida e ilegal de uma IES.

Se somarmos os itens Cargos + Vontade própria + qualificação (doutorado e pós-doc) + outra bolsa, chegamos a um total de 74,80% . Este somatório demonstra claramente que existe uma série de fatores de ordem pessoal e acadêmica que alimentam a rotatividade. Um outro dado que retiramos da amostra de grupos que responderam ao formulário é que, entre a parcela de professores que se retiraram da tutoria por APOSENTADORIA, o tempo médio de permanência foi de 6,4 anos, ou seja, quase idêntico ao tempo de rotatividade natural do tutor.

Estes números desmentem claramente o preconceito que a SESu está propalando (inclusive junto ao FORGRAD) de que tutor tem vitalicidade. Tutor, enquanto bem avaliado deve ser reconduzido. Tutor mal avaliado deve ser retirado.

Qualificar, pois, a avalição deveria ser fulcro das mudanças necessárias para melhorar ainda mais o PET, mas parece não ser esta a idéia do MEC! Este estudo da CENAPET é um marco para combater uma mentira que está sendo repetida centenas de vezes pelos dirigentes, numa atitude à la Goebbels (ministro da Propaganda do Governo Nacional-Socialista de 1933 a 1945: "conte uma mentira tantas vezes até que ela se transforme em verdade!"). A SESu poderá argumentar que, como 06 anos é o tempo da rotatividade natural, então que se imponha o sistema 3 + 3 , como impunha a Portaria 3.385/2005 (posteriormente reformulada e corrigida - Port. 1.632/2006). Somos contra a rotatividade, como chegamos à conclusão nos eventos regionais do PET (e com moções impressas neste Blog e enviadas oficialmente à SESu). E para que sejamos claros, somos a favor de rotatividade mediante avalição de qualidade, como se faz para bolsistas de produtivade do CNPq. O resto é balela e, sobretudo, golpe!

Deveremos lutar!

À luta!!!

domingo, 15 de abril de 2012

O BLOG PETBRASIL AGRADECE À CÂMARA DOS DEPUTADOS



O blog PETBRASIL agradece ao interesse e à visita da Câmara dos Deputados.
Em breve, envidaremos esforços para uma Audiência Pública pré-agendada há quase dois anos mas não aproveitada pela gestão atual da CENAPET.
A SESu deve explicações públicas sobre a "des-admnistração" do Programa de Educação Tutorial e a forma autoritária e incompetente que marcam a atual gestão do MEC e a anterior, que ajudaram a destruir a essência de um Programa cujo respeito ainda é necessário manifestar!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

DO ASINISMO INSTITUCIONAL: SOBRE SIGPROJs e ADMINISTRAÇÕES PIETOSAS...


Não bastassem as avaliações equivocadas, ou um processo de avaliação utlrapassado e inoperante, a destruição dos CLAAs, a desinformação, a ressuscitação de formulários de relatórios caducos e anacrônicos, etc., a SESu, que postergou várias vezes o envio de relatórios anuais de atividades e dos planejamentos anuais dos grupos, sequer foi capaz de melhorar a plataforma SIGPROJ.
Uma plataforma não amigável, sequer tem um campo visível, fácil, didático, dedicado ao envio dos Relatórios Anuais.
Não bastasse este "asinismo institucionalizado", a administração pietosa do PET na SESu sequer foi capaz de elaborar um GUIA PRÁTICO para instruir tutores e gestores públicos de como anexar os relatórios.
A própria qualidade da plataforma deixa muito a desejar.
Para colaborar com os tutores, que sofrem com este "asinismo institucional", fornecemos abaixo o "mapa da mina ... (como aquela do Chile que soterrou 33 mineiros...), aliás, fornecemos a "sonda Fênix", para que consigam minimamente anexar os relatórios, e não serem exonerados de suas funções durante um processo avaliativo hoje sub judice.
A "sonda Fênix", deve seguir o seguinte "túnel":
Após ter inserido o PLANEJAMENTO 2012, deve-se:
1º - acessar o site do MEC: http://sigproj1.mec.gov.br ;
2º - Fazer o login;
3º - Acessar a aba ENSINO;
4º - Clicar em MINAS PROPOSTAS SUBMETIDAS;
5º - Procurar o quadro onde consta a proposta submetida PLANEJAMENTO;
6º - No quadro desta Proposta, existem vários icones todos enfileirados. Deve-se clicar no sexto ícone (antes do último, que fecha a proposta). O ícone corresponde ao Relatório, sinalizado com uma espécie de V em cor vermelha;
7º - Neste ponto, deve-se clicar em "Relatórios em elaboração/Novo relatório"
8º Clicar em Novo relatório final.

O preenchimento é cansativo devido aos inúmeros campos, mas a maioria deve ser preenchido com um texto do tipo: "Relatório Anual de Atividades" ou "vide relatório em anexo"... Todos os passos devem ser preenchidos. Devem aparecer algumas pequenas dificuldades para inserir um ou outro dado. Deve-se quebrar a cabeça, respirar fundo e tentar equacionar o(s) problema(s).
Depois da via crucis deve-se constatar que o relatório foi efetivamente enviado. Daí, seguem-se os mesmos procedimentos para o envio do outro Relatório.
Sabíamos de toda incompetência de certas administrações, mas constatar o asinismo institucional galopante é triste!
Ter obstaculizado o diálogo com uma CENAPET combativa e rica em propostas (não com a administração presente, que já manifestou todo seu adesismo ao governo!), trouxe somente um regime marcado pela tirania e pela extrema burrice!
Delenda arbitrium!!!

sábado, 7 de abril de 2012

SOBRE OS PLANOS DA SESu PARA O PET



Depois da desfiguração de dois Programas muito distintos: PET (dedicado ao ensino, pesquisa e extensão, indissociadamente) e CONEXÃO-SABERES (dedicado às ações de extensão);
Depois da Portaria golpista que instituiu a rotatividade forçada de tutores, desconsiderando que o próprio Haddad tinha banido esta prática fascista e demagógica anos antes;
Depois da destruição de um processo avaliativo amplo, qualitativo, baseado no fortalecimento dos CLAAs (Comitês Locais de Acompanhamento e Avaliação);
Depois da destruição da função avaliativa dos CLAAs, reduzindo-os à meros "cartórios de repasse";
Depois da instituição de uma plataforma eletrônica antifuncional como o SIGPROJ;
Depois da cassação política de alguns tutores, via processos avaliativos, hoje, revelados, como tendenciosos e eivados de irregularidades;
Depois da cooptação explícita da nova administração da CENAPET, reduzindo-a a um apêndice inoperante, enxovalhando uma instância legítima de críticas e proposições;
Depois da destruição do Conselho Superior do PET, transformando-o num "novo Conselho", inchado e inoperante,
o MEC-SESU prepara-se para o "novo futuro" que se abaterá sobre o PET. E este "novo futuro" passa pelas seguintes ações:
- divisão da tutoria em dois níveis: os antigos (que serão enclausurados no SIGPROJ) e os novos (que serão arrebanahdos via SIGPET);
- troca das tutorias antigas em 2013-2014;
- exclusão sumária após a nova etapa do processo avaliativo de tutores "incômodos" (cassações políticas);
- cooptação mais explícita ainda da CENAPET para destruição completa da representatividade;
- uso político-demagógico das bolsas do PET como "política de governo dadeira de bolsas";
- esvaziamento do processo avaliativo;
- e, finalmente, extinção do PET.
A nova administração do Programa, que guarda muita semelhança com aquela que sucedeu os "annus mirabili" do PET (2002 a 2005), instalou-se no MEC com a intenção clara de dissolver o PET numa sopa de políticas públicas que "doam" bolsas sem preocupação com o substrato acadêmico e de pesquisa no país.
A pergunta é:
Após resistirmos a três ofícios de extinção, a três anos sem bolsa de tutoria, à rotatividade forçada de tutores (hoje, infelizmente, e fascistamente, reinstalada), à divisão cartesiana no processo avaliativo, deixaremos que o MEC corroa nossas bases morais e nos destrua como cucarachas?
À luta!!!!
É preciso resgatar a coragem!!!!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O BLOG AGRADECE AO SENADO FEDERAL





Queremos agradecer os acessos provenientes do SENADO FEDERAL. Deveremos retomar o processo de articulação política, extinta pela atual Diretoria da CENAPET, com Audiências Públicas que equacionem a administração da SESu e o próprio MEC sobre os despautérios praticados contra o PET.
Vamos à luta!!!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

OBRIGADO, PRESIDENTA DILMA!






Excelentíssima Sra. Presidenta da República
Federativa do Brasil
DILMA ROUSSEF

Queremos agradecer o acesso de V.Exma. ao nosso humilde Blog que cumpriu seu dever cívico, ao tornar publico o editorial do Jornal O ESTADO DE S.PAULO ('ESTADÃO'), alertando-a sobre a incompetência administrativa que tomou conta do Programa de Educação Tutorial pelo MEC-SESu.
Nossos mecanismos de acesso (SITEMETER e FEEDJIT, aliado ao GOOGLE MAPS) comprovaram o interesse desta Presidência em buscar informações confiáveis acerca das consequências das políticas executivas de V.Exma. no campo da ciência e da educação.
Alertamos V.Exma. que o PET está tomado por um rol de ações que desfiguraram completamente o Programa, além de ter destruído todas as bases para um diálogo profícuo e merecedor de respeito.
Esperamos que medidas sejam tomadas para qualificar o MEC-SESu e que retorne o diálogo com tutores sobre bases de acompanhamento do próprio poder Legislativo da República, como ocorria no passado, especialmente entre os anos de 2002 e 2005, quando seu antecessor, o Exmo. ex-Presidente Inácio Lula da Silva, acolhia a diversidade de idéias e as aplicava em prol deste Programa ímpar.
Obrigado novamente
e bom trabalho Sra. Presidenta!

terça-feira, 3 de abril de 2012

EXTRA, EXTRA! PROBLEMAS DA PÉSSIMA ADMINISTRAÇAO DO PET EXPOSTOS EM EDITORIAL PELO JORNAL "ESTADÃO"




Fronteiras da Ciência

02 de abril de 2012 | 3h 05
O Estado de S.Paulo

Lançado no ano passado como uma das principais bandeiras do governo da presidente Dilma Rousseff, no campo da educação, o programa Ciência sem Fronteiras já começou a apresentar problemas causados pela inépcia e pelo excesso de burocracia.

O programa tem por objetivo acelerar a internacionalização do ensino superior no País e estimular a formação de mão de obra qualificada para centros de pesquisa e inovação científica, oferecendo cerca de 101 mil bolsas de estudo no exterior em quatro anos, das quais 75 mil serão financiadas pela União, no valor de R$ 3,2 bilhões, e 26 mil custeadas pela iniciativa privada. Sob responsabilidade do CNPq e da Capes, o programa já enviou para os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França e Itália as primeiras levas de bolsistas em áreas do conhecimento consideradas prioritárias, como matemática, física, química e biologia.

Cerca de 11 mil estudantes e pesquisadores já estão no exterior, contemplados pelo Ciência sem Fronteiras, e outros 9 mil devem viajar até dezembro. Muitos bolsistas, contudo, que já se encontram no exterior, até agora só receberam a passagem aérea. Já se instalaram nas cidades onde farão graduação, especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado, mas não receberam o depósito das bolsas a que têm direito.

Nem as agências de fomento nem o Ministério da Educação sabem ao certo quantos bolsistas estão passando dificuldades, por falta de recursos para pagar aluguel, plano de saúde, alimentação e transporte. Os estudantes reclamam que as autoridades educacionais são implacáveis na cobrança de prestação de contas dos gastos e das atividades acadêmicas, mas ineficientes na manutenção dos cronogramas de pagamento das bolsas. O pagamento é trimestral e, segundo as regras do Ciência sem Fronteiras, os benefícios relativos aos meses de fevereiro, março e abril deveriam ter sido pagos em janeiro. A previsão é de que o depósito seja realizado durante o mês de abril.

"É constrangedor passar por isso, ainda mais em um país onde todo mundo paga as contas em dia. Passa uma má impressão do Brasil", diz João Paulo Catanoce, que chegou em fevereiro em Vancouver, no Canadá, para cursar engenharia na Universidade da Colúmbia Britânica. Por não ter recebido a bolsa, ele atrasou o aluguel por duas semanas e teve de pedir dinheiro emprestado a um professor do laboratório de mineração, onde faz estágio. "Informei ao CNPq que teria de pagar o aluguel. Primeiro, ninguém respondeu. Depois, ninguém sabe de nada. Em seguida, recebi um e-mail dizendo que gasto com aluguel é problema do aluno", afirma Catanoce, que demorou um mês para conseguir alguma explicação sobre seu caso. Por causa do atraso no pagamento das bolsas, a Universidade da Colúmbia Britânica não irá mais aceitar bolsistas brasileiros. "Aqui ninguém sabe o que é o Ciência sem Fronteiras. Portanto, o estudante assiste às aulas clandestinamente", relata o orientador de Catanoce.

Em nota, o CNPq reconheceu que o repasse de dinheiro para alguns bolsistas está atrasado e alegou que o programa é novo e que ainda "precisa melhorar". O problema é que o atraso no pagamento de bolsas não ocorre apenas nas agências de fomento à pesquisa. Mantido pelo MEC, o Programa de Educação Tutorial, de iniciação científica, também vem sendo duramente criticado por bolsistas, orientadores e tutores, que reclamam do descumprimento do cronograma de pagamentos e das sucessivas mudanças nas regras.

O governo acertou ao lançar o Ciência sem Fronteiras, uma vez que o programa propicia vivência acadêmica no exterior, dando aos bolsistas oportunidade de aprimorar sua formação nas universidades mais bem classificadas nos rankings internacionais. Mas, para que a iniciativa dê certo, é preciso que as autoridades educacionais sejam mais eficientes, simplificando os procedimentos administrativos e pagando as bolsas em dia. Ou seja, é preciso que o governo cumpra os compromissos que assumiu.

RETROCESSO!



Hoje uma tutora definiu muito bem o "novo" fomulário de relatório anual de atividades e a gestão administrativa do Programa PET na SESu:

"estamos passando por um retrocesso"! [sic]

Se não voltarmos aos tempos aguerridos em que evitamos a extinção do Programa, a adminstração vilã e incompetente que tomou conta do PET na SESu aniquilará o Programa de qualquer jeito!
A comunidade vive um torpor e está acomodada com a regularização do pagamento das bolsas.
Mas bolsa não é tudo!
Devo lembrar o período que os tutores ficaram três anos sem receber, com bolsas cortadas pelo então Ministro Paulo Renato (cuja morte foi caçoada publicamente por um gestor público no último ENAPET*).
Não desanimamos, fomos à luta e recuperamos integralmente o PET, incluindo um processo de avaliação qualitativa que perdurou efemeramente de 2002 a 2005, antes que fosse substituído pela política fascista atual.
As Portarias 975 e 976 que desfiguraram o Programa, que impuseram a rotatividade forçada de tutores (desprezando um estudo da CENAPET - aquela que era combativa, de outrora...- que apontava a existência de uma rotaatividade natural, sem imposições e clamando por um modelo idêntico ao da bolsa produtividade do CNPq), a cassação política de tutores (via avaliações equivocadas e direcionadas), etc., demonstram em tudo a sanha destrutiva de gestores sem compromisso com o futuro e com a Nação!
O que conta é a vendetta e a prática que infelizmente nos marcou o DNA desde Cabral!
Vamos à luta!
Basta de inação!
Viva a Liberdade e a Responsabilidade!

* P.S. Considerando a história de resistência do Movimento PET contra sua extinção que vai de 1997 a 2010 (quando a CENAPET ainda lutava...), sempre respeitamos nossos adversários. A luta renhida se dava no campo de batalha. Uma vez mortos, temos que respeitar o silêncio de quem já se foi, mesmo considerando o que fizeram em vida contra o Programa! Gestores públicos que fazem troças em ocasiões fúnebres como essa, merecem todo nosso repúdio!